Calculator de Financiamento Imobiliário
Simule o financiamento da sua casa ou apartamento. Compare o custo total entre a table SAC e a table PRICE, entenda o valor das parcelas e veja quanto você pode economizar realizando amortizações extras ao longo do contrato.
SAC ou PRICE: Qual é a melhor table para seu financiamento?
Ao financiar um imóvel no Brasil (seja pela Caixa, Itaú, Bradesco, Santander ou Banco do Brasil), as duas opções principais para amortização da dívida são a Table SAC e a Table PRICE. A escolha entre elas impacta diretamente o fluxo de caixa mensal e o custo total do financiamento.
1. Sistema SAC (Sistema de Amortização Constante)
No SAC, o valor amortizado da dívida é o mesmo em todas as parcelas (Valor Financiado dividido pelo número de meses). Como o saldo devedor cai de forma constante e linear, os interest mensais cobrados também diminuem a cada mês. Consequentemente:
- As parcelas começam mais altas e terminam mais baixas (decrescentes).
- O saldo devedor é reduzido mais rapidamente desde o primeiro mês.
- O custo final em interest pagos ao banco costuma ser menor que na PRICE.
2. Table PRICE (Sistema Francês de Amortização)
Na Table PRICE, o valor da parcela mensal é constante ao longo de todo o financiamento (desconsiderando correções como TR). No home, a maior parte da prestação é composta por interest, e uma fração pequena é destinada a amortizar a dívida real. Consequentemente:
- As parcelas são idênticas do home ao fim (fixas).
- A primeira parcela é significativamente mais barata que a primeira parcela do SAC (o que ajuda a se enquadrar na regra de comprometer no máximo 30% da renda).
- Como a dívida cai mais devagar no home, o saldo devedor acumula mais interest, resultando em um custo total geral mais elevado.
O Poder da Amortização Extra: Como quitar em menos tempo
Amortizar significa pagar parcelas extras diretamente para abater o saldo devedor principal (a dívida real), e não simplesmente adiantar prestações futuras com interest. Quando você realiza um aporte extra, o banco recalcula o contrato de duas formas:
- Redução do Prazo (Recomendado): Você continua pagando o mesmo valor de parcela mensal, mas o prazo total do financiamento é encurtado drasticamente. É a opção que gera a maior economia de interest, pois a dívida é quitada anos antes do prazo original.
- Redução da Parcela: O prazo original permanece (ex: 30 anos), mas a sua prestação mensal cai, aliviando o orçamento familiar imediato. Economiza menos interest que a redução de prazo, mas melhora a liquidez mensal.
Por exemplo, aportando R$ 500,00 extras todos os meses em um financiamento de 30 anos, é comum conseguir quitar a dívida em cerca de 10 a 12 anos, economizando dezenas ou centenas de milhares de reais em interest.
Perguntas Frequentes
Sim! O FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) pode ser utilizado de duas formas principais nos financiamentos imobiliários enquadrados no SFH (Sistema Financeiro de Habitação): para amortizar/liquidar o saldo devedor (reduzindo prazo ou valor da parcela) ou para diminuir em até 80% o valor das prestações por 12 meses consecutivos. Essa operação pode ser feita a cada 2 anos.
A TR (Taxa Referencial) é um indexador utilizado para corrigir mensalmente o saldo devedor da maioria dos contratos de financiamento imobiliário no Brasil. Quando a taxa Selic está acima de 8,5% a.a., a TR fica positiva, o que faz com que o saldo devedor sofra uma leve correção monetária mensal, encarecendo ligeiramente as prestações e o saldo devedor final frente à simulação nominal.
O Custo Efetivo Total (CET) representa a taxa de interest real anual do financiamento, somando à taxa nominal básica todos os encargos obrigatórios, como seguros de morte e invalidez permanente (MIP), seguro de danos ao imóvel (DFI), taxa mensal de administração do banco e custos de avaliação do imóvel. Sempre compare propostas de bancos pelo CET, e não apenas pela taxa nominal.